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Situação Atual

1. A obesidade é uma doença crônica com características de pandemia e de alto custo, que diminui a expectativa e a qualidade de vida da população de todas as idades, afetando particularmente as classes menos favorecidas em toda a América Latina. 

2. Afeta o indivíduo e repercute sobre a família, a comunidade e a sociedade em seu conjunto.

3. Os maiores desencadeantes da obesidade são a alimentação inadequada e a diminuição da atividade física.

4. Ao comprometimento físico e psicológico individual se somam as cargas econômicas e sociais por menor produtividade no trabalho, gastos e impacto no sistema de saúde.

5. Constitui o fator subjacente mais importante das causas de doenças e morte em todo o hemisfério. 

Em virtude do anteriormente exposto, os representantes da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade (FLASO) e a Força Tarefa Internacional de Obesidade (IOTF), nesta Cimeira Latino-Americana do Peso Saudável, certificam a importância do Consenso Latino-Americano e instam a todos os governos a:

  • 1. Reconhecer a obesidade como uma doença e um problema de saúde pública.
  • 2. Implementar programas de detecção, educação, prevenção, e tratamento.
  • 3. Modificar os fatores ambientais de risco, conforme as recomendações do Consenso Latino-Americano de Obesidade, 1998.
  • 4. Incorporar a obesidade à lista de doenças de tratamento prioritário e obrigatório pelos sistemas de saúde.
  • 5. Fomentar e apoiar a capacitação de profissionais de saúde para a prevenção e o controle integral da obesidade.
  • 6. Estimular a pesquisa básica, epidemiológica e clínica. 
  • 7. Conscientizar a população, enfatizando a necessidade de uma ação conjunta em todos os níveis e setores da sociedade.
Pela presente solicita-se à OPAS que transmita ao seu Conselho Diretivo estas recomendações para discussão e aprovação pelos países membros. Também pede que brinde a cooperação técnica na implementação destas ações.

Os abaixo assinados reconhecem os avanços na cooperação entre as sociedades científicas e os Ministérios de Saúde do Brasil e Argentina.

Instam-se os representantes dos ministérios de saúde presentes a transmitir aos seus governos estas recomendações.